Quando a alma pede calma

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Quando a alma pede calma

Resiliência, palavra que vem do latim e que significa recusar. Aqui neste texto, e contexto, nos recusamos a cair. Nos recusamos a desabar.

Sabemos que nossa vida é uma completa caixinha de surpresas e que, nem sempre, essas surpresas são boas e que podem até mesmo nos machucar, terrivelmente. Um dia me disseram que a vida era dura. Me disseram que tudo o que eu quisesse conquistar teria de ser na garra. Isso eu devia ter uns nove anos. Hoje tenho dezenove. É, talvez eu ainda seja nova para saber realmente o que significa uma “vida dura”, ou não.

Ao longo de nossa vida nos deparamos com situações que jamais poderíamos pensar em passar, mas são situações que acontecem e que temos de enfrentar, de cabeça erguida. É difícil suportar perdas, ver pegadas de pessoas que partiram e que deixarão saudade. Talvez a nossa vida não siga na estrada ladeada de flores que planejamos e talvez até se perca em um caminho de horrores. Mas, e quem disse que isso é errado ou ruim? Errar nos torna humanos. Nos torna capazes de dar a volta por cima. Nos permite experimentar a resiliência.

Quem dera que nossa vida fosse feita apenas de sorrisos e que todo mundo inspirasse e expirasse felicidade vinte e quatro horas por dia. Quem dera que todos pudessem ter a oportunidade de viver um dia perfeito, sem erros. Mas quem dera, também, que todos, um dia, pudessem experimentar a sensação de levantar de uma queda. Isso nos torna mais fortes. Isso nos faz perceber que nada e nem ninguém pode nos derrubar de novo. Tudo bem. Talvez até possam, mas que independentemente do tamanho do tombo saibamos levantar e aprender com os arranhões deixados em nossa pele.

Em física, a palavra a qual estamos tratando neste texto, resiliência, significa a capacidade que um material tem de suportar grandes impactos de temperatura e pressão, deformando-se ao extremo, mas que mesmo assim consegue recuperar-se, pouco a pouco. O ser humano é feito desse material. É feito para suportar esses grandes impactos. É feito para se adaptar. Se regenerar. Creia sim que você sente dor, mas supere tudo com amor.

Todos nós “somos” longas histórias. Cada um sabe o peso que carrega nas costas e a felicidade que isso provoca. Lembre-se sempre que o fardo que você carrega nas costas é proporcional à sua força. Não dizem que é aos poucos que a vida vai dando certo? Então, aproveite a caminhada. Pise em cima dos espinhos. Deixe as cicatrizes livres para fecharem-se com o tempo. Respire fundo. Mas fundo mesmo! Sinta o ar penetrar em seus pulmões. Um ar que, por incrível que pareça, tem cheiro de vitória.

O dia vai chegando ao fim e você crê sim que tudo pode ter uma solução. Você se sente vitorioso porque sabe que trabalhou arduamente para se erguer e, com isso, crescer. Aprendeu que se é para desistir de algo, prefere desistir de desistir. É. Agora você sabe a importância de ter garra e o tamanho da sua alma. O sono vai chegando e tudo o que você faz é sorrir e deixar a dor partir.

 

C.LEO Tatiana Tramontina

LEO Clube Serafina Corrêa

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