Um brinde a nós

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Um brinde a nós

Em 2015, fui passar a virada de ano na casa de uma tia e lá reunimos toda minha família paterna. Assim que o sino tocou meia noite, começamos as manifestações do que cada um desejava para o ano que estava por vir, e foi então que um tio meu – tio esse que eu já não via há alguns anos- disse palavras que até hoje não esqueci. Foi algo semelhante a isso:

“Eu trabalho com materiais e eles têm uma característica que eu admiro e desejo a cada um de nós no ano que está por vir, a resiliência, capacidade de, após sofrerem interferências, se adaptarem e retornarem à sua forma original. Desejo que sejamos todos capazes de enfrentar as dificuldades e, de cabeça erguida, retomar nosso estado normal”

Eu nunca tinha ouvido essa palavra, mas não precisaria procurar no dicionário pra entender o seu significado a partir de então. Ao longo da vida, enfrentamos batalhas e nos unimos a pessoas que nos tornam mais resilientes, que nos ensinam a perseverar e tentar duas, três, dez vezes se for necessário, pois é a partir dessas tentativas que percebemos que não se trata apenas de conseguir atingir determinado objetivo, mas do quanto crescemos na caminhada rumo a esse objetivo.

No início de 2016, ao mudar de cidade, eu comecei a entender do que se tratava a palavra mencionada no ano anterior; eu pus à prova minha resiliência e, a cada dia, percebo mais o quão forte podemos ser quando realmente queremos ser.

Eis então o significado desse clube pra mim: eu não estou presente como gostaria e não tenho como fazer pelos demais associados tudo o que fazia, mas eu estou aí. Eu estou com o coração batendo junto ao clube, eu estou enfrentando batalhas diárias, assim como você está, e me tornando mais forte a cada dia pra poder passar essa força aos que precisam, assim como, hora dessas, eu posso vir a precisar.

Ser resiliente é não desanimar. Ser LEO é não desanimar. É ver um problema e, sem hesitar, achar uma solução. É ver alguém com fome e alimentar. É ver lixo no chão e ajuntar. É ter força para não desanimar quando o percurso parecer difícil. É segurar a mão do companheiro e passar a ele aquela segurança que um dia alguém passou a você.
Que sejamos todos resilientes, que botemos em prática aquilo que nos move, que sejamos capazes de persistir em sonhos e, se cairmos, que ousemos nos erguer com tamanha força que baste o impulso para nos levar adiante.

Um brinde a você, caro companheiro, que se depara todos os dias com um noticiário bombardeando problemas e mesmo assim insiste na bondade. A você que insiste no perdão. A você que doa sangue, que doa tempo, que se doa em prol de um bem maior. Um brinde a você que se permite mudar, mas não deixa que essa mudança seja oriunda de interferências negativas: você muda porque lhe é conveniente, porque se adaptar é necessário, porque sabe que não somos os mesmos todos os dias e, à medida que evoluímos, é normal nos transformarmos. Um brinde a você, meu amigo, que luta por aquilo que acredita, e quando pensa em desacreditar, encontra motivos para insistir porque o seu coração assim pede. Um brinde a você que não tem medo da maldade, que não teme dias difíceis, que não tenta tapar o sol com a peneira porque está ciente que para fazer a diferença é preciso ser diferente. Um brinde a você; ou melhor, um brinde a nós: resilientes.

 

C.LEO Fernanda Rotta Zanella

LEO Clube Serafina Corrêa

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